Oi, gente! Como estão?

Bem, hoje venho aqui para falar sobre o fantástico conto da Charlotte Perkins Gilman, O Papel de Parede Amarelo. Considerado um clássico da Literatura Feminista. Esse livro nos foi enviado pelo nosso parceiro Grupo Editorial Record - Catálogo Literário.

Este clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1892, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado ”Women and Economics”, uma das bíblias no movimento feminista. Esta edição de O papel de parede amarelo, que chega às livrarias pela José Olympio, traz prefácio da filósofa Marcia Tiburi.




Confesso que não conhecia muito a autora, mas após a leitura desse conto quero conhecer outras obras dela. Charlotte participou ativamente na busca pelos direitos das mulheres até sua morte em 1935, mas somente nos anos 70 o conto passou a ser uma espécie de bandeira feminista (conforme vemos no prefácio).

"John é muito atencioso e amável, não permite que eu dê um passo sequer sem instruções especiais."


O conto é mostrado a partir do ponto de vista da protagonista, de quem não ficamos sabendo o nome, e que narra tudo em primeira pessoa e em forma de diário. Esse diário é o alívio dela, o momento em que ela está sozinha e pode externar o que sente sem ter que 'medir' o que fala. Eu adorei esse tipo de narrativa, pois me senti uma amiga confidente e testemunha da situação, e compartilhando suas preocupações. O tamanho do livro influenciou bastante, já que tem a estrutura de pocket book, e deu a delicadeza necessária para que se aproximasse de um caderninho mesmo. A leitura ocorreu tão naturalmente que em menos de 40 minutos já tinha lido tudo.
E conforme eu ia lendo, parava um pouquinho para espiar a capa do livro, imaginando que aquele Papel de Parede Amarelo realmente era estranho sem forma ou padrão!
Por esse caderno sabemos o que se passa com a heroína a partir do momento em que ela e o marido John chegam a uma casa provisória, a qual ela descreve como uma mansão colonial quase assombrada.

O marido John é médico e muito controlador, por isso ele mesmo diagnostica a enfermidade da esposa e resolve mantê-la sem contato com o mundo exterior e com outras pessoas. Até mesmo na hora de escolher em qual cômodo o casal vai dormir, o homem decide o que julga ser melhor para ela sem nem dar-lhe o direito de opinar.

Então de acordo com a vontade dele os cônjuges vão se alojar no quarto infantil de cima, que é todo gradeado e que ocupa quase todo o andar. Apesar de outras peculiaridades o que mais chamou atenção da moça foi o papel de parede do lugar.

"Nunca na vida vi um papel tão feio. Um desses padrões irregulares e exagerados que comentem todo tipo de pecado artístico."


O PAPEL DE PAREDE AMARELO torna-se a obsessão da nossa protagonista, pelo fato de ser tão intrigante e dar um mistério para que ela possa ocupar o tempo tentando resolver. Mais que isso, torna-se um símbolo do "aprisionamento" que ela sofre.
 Ela até tenta compartilhar as teorias com o marido, mas ele a proíbe de pensar no assunto e também de escrever no diário, pensando que esses tipos de "devaneios" só piorem a doença.

Mas e agora? Ela tem certeza de que há algo de muito estranho naquele papel de parede, e que sem apoio e trancada sozinha quase o dia todo no quarto, ela terá que descobrir sozinha, nem que isso lhe custe a pouca força que tem.

"Lá vem John; preciso pôr isto de lado - ele detesta que eu escreva."


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