Heeeey, gente. Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim falar um pouco sobre um livro de contos que eu estava super ansiosa para ler: O Fim de Tudo, do autor Luiz Vilela. Pra começar tenho que contar que minha ansiedade começou quando eu li a opinião que relacionava o autor com o meu escritor favorito, o Rubem Fonseca. Como era de se esperar corri pra lê-lo logo. Vem ver agora o que eu achei!
* O livro foi cedido em parceria com a Catálogo Literário - Grupo Editorial Record e constará no item 33 do nosso Desafio Literário - Um livro de contos.



 Nos 25 contos que compõem O fim de tudo, Luiz Vilela aborda, com seu estilo enxuto, a melancolia dos momentos fugazes, a dramaticidade extrema das despedidas – de vida e de morte –, situações que acentuam a ideia de que vivemos em um mundo cada vez mais reflexivo e golpeiam nossas emoções. Vilela traz o conflito e o equilíbrio entre metrópole e interior com personagens que não são propriamente felizes, sofrem promessas de felicidade frustradas. O fim de tudo foi vencedor do Prêmio Jabuti de 1974, na categoria contos. Publicado originalmente pela editora Liberdade, fundada por Vilela e um amigo, em Belo Horizonte, é agora relançado pela Editora Record com atualizações e acréscimos.



Como a sinopse já mostra um pouco o O Fim de Tudo é um livro de contos que narra o fim em suas diferentes concepções. Desde fins óbvios como o da vida e dos relacionamentos passando por diferentes fins, como o de uma subintendida fidelidade, e chegando aos fins hoje considerados desimportantes ou até mesmo desconsiderados, como é o caso dos contos que relatam o fim da inocência ou mesmo de uma alegria a pouco restaurada. Luiz Vilela narra, com uma linguagem comum e carregada de termos específicos, seja da região metropolitana ou interiorana, o findar de ciclos, sejam eles desejados/provocados ou não pelos personagens.

Assim como era de se esperar comecei a leitura carregada de expectativa e cometi vários erros ao esperar sempre por finais Fonsequianos típicos. O autor assemelha-se ao anteriormente citado talvez por sua forma de construir a narrativa mas em vários aspectos se distingue radicalmente.
A prosa de Vilela mescla elementos corriqueiros à situações que compõe um cenário literário propício às suas histórias ambientando muito bem suas personagens. Além disso, podemos encontrar também vários termos que "denunciam" a época em que os contos foram escritos, desde termos típicos de uma época até a moeda corrente.

Dos 25 contos presentes no livro destaquei cinco que me tocaram, emocionaram ou, como eu gosto, chocaram mais. Apesar de, inevitavelmente, esperar por finais mais drásticos acabei me acostumando com o estilo do autor e pude ainda apreciar o desenlace de algumas histórias. Seus finais verossímeis são capazes de nos fazer imaginar possíveis as cenas que ali são descritas, como se fossem relatadas por um observador que segue, aleatoriamente, pessoas nas ruas de diferentes cidades. O conteúdo das histórias também é bastante variado, com situações e personagens pertencentes a diferentes círculos, capazes de agradar assim diferentes públicos.

Com relação à diagramação: As páginas são amareladas, o que facilita a leitura, assim como o tamanho da letra. Toda a montagem do livro é composta de maneira sóbria, as fontes são simples e a capa diz um pouco do que podemos esperar da leitura: uma obra discreta, intrigante e igualmente singular. Tendo em vista que minhas reservas com relação ao livro existiram apenas por conta da inevitável comparação após o trecho presente na orelha do livro em que Fonseca é citado, caracterizo-o como um bom contista, dispondo situações e remates aos quais não se dá muita atenção, sem dúvidas uma obra riquíssima para quem aprecia o gênero e um prato cheio para análises modernas.
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Um Comentário

  1. Eu gostei da proposta de relatar os finais, é diferente, interessante e bem real, acho que vou acrescentar na lista, já que to muito "pobre" no que se refere a contos!

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